Colocar as Criancas de Castigo
(Time-Out)
Será que realmente funciona?
Primeiramente gostaria de dizer que essa historia se refere a cultura americana. Certas historias, e conteudos, nao irao ser compativeis com a cultura brasileira. Se vc estar lendo meu blog, por favor tenha em mente que sao historias com o ponto de visto da cultura dos Estados Unidos. No ano de 2007, eu participei de um programa chamado Au Pair, aonde eu morei sendo parte da familia com uma familia Americana, e eu cuidei de 1 filho deles. Sei que no Brasil, a maneira de educar os filhos eh bem diferente a dos Estados unidos. Essa eh a historia da minha experiencia com criancas nos Estados Unidos.
Antes de vc comecar a ler sobre “Castigo”, isso nos EUA eh chamado “Time-Out”, aonde a pessoa que esta cuidando da crianca, coloca
a crianca sentada em uma cadeira, ou no chao, por alguns minutos de castigo.
Geralmente a crianca fica de castigo pelo tempo de 1 minuto, para cada ano de
idade. Por exemplo, uma crianca de 4 anos, fica de castigo por 4 minutos. Eu
sou contra a esse tipo de disciplina, e resolvi escrever os motivos pelos quais
eu sou contra e falar da minha experiencia quando fui Au Pair.
Quando eu comecei a cuidar de crianças nos Estados Unidos,
eu fui ensinada este método de disciplina para as crianças chamadas: Time-Out.
Quando eu era uma Au Pair, eu cuidava de um menino que na época tinha 3 anos.
Seus pais disseram para mim que ele era suposto estar em "canto de castigo"
em torno de 1 min por idade, por isso, no seu caso, ele deveria entrar em “time-out”
por 3 minutos.
Este menino estava no “time-out” (castigo) muitas vezes por
dia. Eu raramente o colocava em time-out. Mas seus pais o colocava em
“Time-Out” (Castigo) constantemente. Ele costumava gritar e chorar tão alto, e
os pais ficavam cansados, e nervosos toda vez que seu filho estava em em
“Time-Out” (Castigo). Posso afirmar que os
“Time-Out” (Castigo) não estava mudando o comportamento, do filho deles,
e em vez disso, o menino foi tornando-se pior transformando-se em uma criança
nervosa e com raiva.
Um dia, seus pais o levaram para uma casa do lago que eles
teem, e quando ele voltou do fim de semana, eu o perguntei como tinha sido o
fim de semana dele. Ele respondeu-me: "Eu estava no time-out (castigo)".
Perguntei-lhe por que ele estava em time-out, e sua resposta para mim era que
ele não sabia o por quê. Acredite em mim, a maioria das crianças estao em em
“Time-Out” (Castigo), nem sequer sabem
por que eles estão em “Time-Out” (Castigo). Se você não acredita em mim, vc
pode fazer um teste, e deixe-me saber mais tarde o resultado. Pergunte a uma
criança a razão que ela ou ele estava em “Time-Out” (Castigo), eles
provavelmente dirao que não sabem. No entanto, se você falar com seu filho
depois de um mau comportamento e explicar o por que de algo que eles estão
fazendo é errado, eles provavelmente aprenderao a sua lição e posso dizer-lhe o
que eles aprenderam com mal
comportamento deles.
Depois de alguns meses, quando eu estava mais adaptada à
cultura americana, os pais do menino que eu era Au Pair esperavam que eu
fizesse o mesmo tipo de disciplina infantil. Então eu fiz. Quando eu tentei
colocar este menino no “time-out” (castigo tipico Americano), e logo em
seguida, todo o "show" esperado começou novamente: o menino gritando
e chorando, e na sequência de um pedido de desculpas por algo que ele nem
lembrava, e eu no final: cansada, com o coração batendo rapido de levantá-lo
porque toda vez que ele fugia do “time-out” (castigo tipico Americano). E no
final de tudo, eu com uma tristeza por vê-lo chorar por esse tipo de
disciplina.
Depois de alguns meses ou um ano cuidando deste menino, comecei
a entendê-lo de dentro para fora. Eu sabia quando ele estava triste, quando ele
estava em apuros, eu sabia quando ele estava feliz, eu sabia quando ele teve um
dia ruim ou bom dia na escola. Eu realmente o conhecia sem ele precisar dizer
uma palavra. Eu acho que a maioria das mães pode se entender isso. Ele também
me conhecia tão bem, e se eu tivesse um longo dia na faculdade também, ele
costumava dizer-me: "Mari, você está cansada?"
Depois de conhecê-lo de uma forma tão profunda, eu comecei a
não usar “time-out” (castigo tipico Americano) mais. Em vez disso, eu costumava
falar com ele. Nos conversavamos muito, durante todo o dia inteiro :), ele era
uma espécie de "meu pequeno amigo", e eu gostava de ter essa conexão
nova e especial com ele. Quando eu o dava um olhar diferente, eu conseguia
deixá-lo saber que ele fez algo de errado que eu não aprovava.
Meus amigos costumavam me dizer que este menino foi fácil,
porque ele era uma única criança, e ele foi fácil por natureza. Posso
garantir-lhe, ele tinha um temperamento dificil com os pais dele, ele era um
menino muito levado, e sim, às vezes ele me deixava louca ;), mas a maioria das
vezes, ele era um menino muito fácil e bem-comportado comigo, e agradeço isso ao
meu novo modo de disciplina: converser com as crianças: falar com eles e
ensinar-los as diferenças entre o certo e o errado.
Depois que o ano do au pair (programa de intercambio nos
EUA) terminou, e eu comecei a cuidar de outras crianças, eu tive um prazer de
trabalhar com uma família da Europa. Os
pais tinham 2 meninas, e essas 2 meninas eram as melhores meninas que eu
já vi. Eu também aprendi muito trabalhando para essa família. Essas meninas
eram tão bem comportadas, engracadas, e amaveis, que os pais de outras crianças
costumavam me perguntar como eram os pais dessas meninas as disciplinavam.
Trabalhando para essa família que eu consegui transformar e
adaptar o que eu já sabia: do “time-out” (castigo tipico Americano), que isso
não muda o mau comportamento das criança, que é esse metodo de disciplina eh
temporário, e não torna a crianca uma pessoa melhor e que sabe distinguir o
certo do errado.
Eu sugiro que babás e pais
não coloquem as crianças nesse “time-out” (castigo tipico Americano)
mesmo quando é a forma como os pais usam para castigar os filhos quando eles
fazem algo ruim. Em vez de colocar as crianças em “time-out” (castigo tipico
Americano) quando uma criança quebra uma regra, eu sugiro que a babá tente conversar com a criança usando um
tom de voz diferente (um pouco mais alto do que o seu tom normal de voz). Não
grite com uma criança! Isto é muito importante porque quando as pessoas gritam
com as criancas, as criancas aprendem que é um comportamento "tudo
bem", normal, e as crianças geralmente aprendem copiando o nosso
comportamento.
Tenho tantas histórias de Au Pair para contar, mas eu quase
sempre tenho usado o metodo de disciplica “Conversar com as Criancas”. Com a
minha experiência, posso os aconselhar a conversar com os seu filhos, e
explicar-los porque o que eles estão fazendo é errado. No final, você vai ter
um filho bem comportado, feliz, e que entende sobre as regras, e você, por
outro lado, vão se sentir no controle, calma e feliz.

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